domingo, 31 de agosto de 2008
VoIP sob medida
Um dos mais novos paradigmas da área de tecnologia da informação é a disseminação do uso da Voz sobre IP (voip) nas empresas. A tecnologia em si não é nova. Surgiu em 1995. Mas apenas nos últimos anos, principalmente no Brasil, é que diversos elementos - como qualidade da banda ofertada pelas operadoras, hardwares e softwares - atingiram maturidade suficiente para que o VoIP começasse a ser utilizado em operações de missão crítica.
Por ser novo, muitos gestores de TI ainda têm medo de apostar na tecnologia e preferem investir em soluções de telefonia convencionais, mesmo sabendo que elas, em breve, estarão obsoletas. Esse pânico é injustificado e deve ser superado.
O fato é que, hoje, há no mercado possibilidades praticamente ilimitadas para os profissinais de TI que desejarem implementar soluções de voz sobre IP em suas empresas. E milhares de vendedores prometendo verdadeiros milagres.
Antes de adquirir qualquer produto aparentemente "maravilhoso", faz-se necessário buscar o equilíbrio entre as necessidades das demandas do negócio e as inúmeras funcionalidades ofertadas. Ter claro o que é necessário para o negócio é crucial para o desenvolvimento de uma solução aderente e eficaz.
A grande disponibilidade de funcionalidades somada à tentação de implementar mais recursos do que o necessário pode inchar demasiadamente o projeto, encarecendo-o, aumentando sua complexidade e expondo-o a riscos sem alcançar os respectivos benefícios.Outro ponto importante que deve ser observado na adoção de VoIP são quais restrições as licenças de uso dos equipamentos e dos softwares irão impor. Para fugir de propriedade intelectual restritiva e garantir a tão aclamada flexibilidade deve-se buscar tecnologias baseadas em software livre. Como não exigem o pagamento de licenças, há uma enorme redução de custos.
Cabe ressaltar que a razão principal para o uso de softwares livres é a qualidade dos produtos. Desenvolvidos colaborativamente por profissionais e empresas usuárias em todo o mundo, esse tipo de software tem um nível de atualização e inovação mais rápido do que alternativas mantidas por corporações.
No mundo do VoIP, a grande estrela é o software livre Asterisk, uma solução completa para serviços de telecomunicações. Reúne os principais protocolos de comunicação utilizados em todo o planeta e substitui caras peças de hardwares.
Todas essas considerações foram colocadas em prática no Voz Ativa, uma central de atendimento telefônico da Cobra Tecnologia para a assistência técnica dos terminais e caixas eletrônicos do Banco do Brasil, espalhados por 3,5 mil cidades em todo o País.
Tudo começou dentro da própria Cobra, com uma requisição da diretoria de infra-estrutura (responsável pelos terminais bancários) à gerência de software. A demanda veio com uma especificação muito semelhante às soluções baseadas em arquitetura de hardwares e softwares proprietários, já que o universo de soluções conhecidas estava prioritariamente nesse mercado.
Com estudos técnicos envolvendo as áreas de contact center, redes e comunicação, software livre e manutenção, reavaliou-se o pedido inicial e houve foco nos resultados tangíveis para o negócio.
Hoje, cerca de um ano após sua implantação, o Voz Ativa recebe uma média de 1,3 mil ligações diárias e permite que um atendente solucione algumas reclamações mais comuns por telefone, sem ter que acionar um técnico de campo, que iria até a agência corrigir o defeito de um terminal de auto-atendimento, muitas vezes sem necessidade.
Com isso, o índice de disponibilidade dos equipamentos cresceu de 96% para 97,1%. Pode parecer pouco, mas em um mês são aproximadamente 500 deslocamentos técnicos a menos, a maioria intermunicipais.
O objetivo principal do Voz Ativa não é a manutenção pelo telefone, mas levantar informações técnicas relevantes que permitam ao profissional já ir preparado para o que vai encontrar. A redução de chamados improcedentes e a possibilidade de conclusão do serviço na primeira chamada também aumentaram.
O custo estimado inicialmente para a implantação da Central para Assistência Técnica era de R$ 1,15 milhão, considerando-se a estrutura convencional utilizada para centrais de atendimento.O uso de Asterisk, somado a outras ações na implantação do projeto, como o uso de microcomputadores de fabricação da própria Cobra, reduziu o investimento inicial do projeto. Caiu para quase um terço o valor previsto inicialmente: R$ 350 mil. Há ainda um custo fixo mensal aproximado de R$ 128 mil, que são as despesas com recursos humanos e despesas operacionais. Com a redução de visitas técnicas e a melhoria da satisfação dos clientes o retorno do investimento já ocorreu.
For IT by IT de InformationWeek Brasil.
por João Cassino e Luiz Fuzaro
29/08/2008
Os erros de SOA
Muitos permanecem céticos a respeito dos benefícios propostos pela nova coqueluche do mercado, a SOA (Software Oriented Architecture ou Arquitetura Orientada a Serviço). Explicar essa desconfiança não é tarefa difícil. Afinal, com uma observação mais apurada, é possível identificar erros comuns em diversas iniciativas de implementação. Para se alcançar as vantagens esperadas é preciso superar obstáculos, alguns técnicos e outros políticos. Implementar SOA representa cumprir etapas pragmáticas, com objetivos de longo prazo e com uma otimização que pode ser alcançada rapidamente. Vamos conhecer alguns erros mais comuns de SOA e, principalmente, como evitá-los.
O primeiro erro a ser destacado é a "exuberância irracional de SOA”. Os componentes pré-SOA foram projetados para aperfeiçoar as operações de engenharia de software. Por isso, o projeto deve ser uma etapa independente e dedicada. Planeje os serviços em funções do negócio e não como os módulos de software técnicos.
Atrelado a isso, pode-se identificar outro erro: “a não preocupação com os dados”. Os serviços de SOA são recursos de longo prazo. Quando estes serviços não têm um planejamento sistemático, podem até trabalhar bem para projetos curtos. Mas serão ineficientes para o objetivo final. Quando se esquece os dados no decorrer do processo, facilmente pode-se conduzir o trabalho para um mau desempenho, o que interfere na integridade da aplicação.
Outro “pecado” é delegar SOA para os "técnicos". Uma das grandes promessas do SOA é estreitar a distância entre a TI e o negócio da empresa. Por isso, reconheça que o projeto de SOA é um desafio compartilhado para o negócio da empresa e não o deixe apenas com a área de TI.
Seguindo nesta linha, é muito comum derrapar na falha conhecida como “começar grande”. SOA é uma iniciativa de longo prazo e bastante complexa. Por isso, é preciso investir no desenvolvimento das melhores práticas e promover a cultura dentro da organização antes de iniciar o projeto. Deve-se adotar um crescimento gradual com a subdivisão do projeto em componentes menores. O esforço deve ser aplicado inicialmente em um espaço relativamente pequeno e expandido com o tempo. Crie expectativas de longo prazo, mas execute o projeto incrementando e aprendendo durante o processo. Assim é possível controlar os riscos de transição.
Uma falha comum é “começar no lugar errado”. Para escapar desta ameaça, é preciso perguntar: onde se dá o início do ciclo de negócio? É exatamente onde deve ser iniciado o projeto crítico em SOA. Por fim, deve-se destacar o fator “Todos pensam como você”. Como foi apontado anteriormente, este é um esforço em longo prazo. Cada nível da implantação tem um papel distinto. Provavelmente, cada um dos envolvidos também possui uma compreensão diferente. Considere estas diferenças e exercite a comunicação empresarial em todos os níveis da empresa.
Como último ponto, não devemos “adotar SOA antes de estarmos pronto”. É fundamental apostar em um projeto de escala reduzida, que não exija altos investimentos ou habilidades sofisticadas. Em seguida, a corporação que adotou SOA recentemente deve se concentrar em esforços para introduzir outras iniciativas de pequeno porte dentro da organização.
Por Miguel Ornelas,
29/08/2008 às 10:27
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Monte uma arquitetura de sucesso
Em uma série de quatro matérias, IT Web mostra como eliminar as dúvidas e perceber que sua infra-estrutura é um agente para o êxito
Não deixe que o hype da terceirização faça você se distrair. Para a maioria das organizações, a infra-estrutura de TI ainda é um fator de diferenciação. Os arquitetos de redes e de sistemas, que tomam suas decisões com base em informações, não somente vão continuar a ser relevantes, como também contribuirão para os resultados.
Mas qual é a chave para o sucesso? Defina um uso inteligente das novas tecnologias, como a arquitetura orientada a serviços (SOA, na sigla em inglês) e a virtualização, ao mesmo tempo em que mantém em vista os novos aprimoradores de eficiência, como a tecnologia de voz sobre Wi-Fi.
Na área da virtualização de servidores, o segredo não está em aumentar o número das máquinas virtuais (MVs), mas, sim, em assegurar que a expansão mal projetada das MVs não coloque em risco dados sigilosos. Da mesma maneira, SOA é uma força "perturbadora", que exige controle.
Em ambos os casos, é muito fácil se deixar levar por uma tecnologia atrativa, esquecendo-se da disciplina básica. Por outro lado, as iniciativas referentes à tecnologia de Vo-Fi estão enfraquecendo. Podemos por a culpa dessa situação em uma condição econômica difícil ou em WLANs com pouca capacidade, mas alguns de seus concorrentes estão dando aos seus funcionários a capacidade de acesso com um único número, ao mesmo tempo em que economizam em gastos com celulares. Com o padrão 11n despontando no horizonte, este é o momento apropriado para reavaliar.
Desta segunda (25/08) a quinta-feira (28/08), acompanhe no IT Web uma série de quatro matérias que vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira as demais matérias:
- Ambiente virtual tem de ser tratado como físico (disponível a partir de 26/08)
- Você quer SOA? Então, coopere. Aprenda a implementar arquitetura orientada a serviços (disponível a partir de 27/08)
- Os impasses da convergência da voz sobre Wi-Fi (disponível a partir de 28/08)
25/08/2008
Os impasses da convergência da voz sobre Wi-Fi
As companhias que estão preocupadas em diminuir a carga de suas WLANs em relação aos custos referentes à tecnologia de voz sobre Wi-Fi (Vo-Fi) estão percebendo que a equação se modifica à medida que o padrão 802.11n se torna mais popular. A atração exercida pela Vo-Fi é óbvia: integrando voz sobre IP, telefonia celular e Wi-Fi, uma nova era de serviços móveis de voz e dados se tornará realidade. Sendo assim, qual é o obstáculo?
De acordo com a mais recente pesquisa InformationWeek Analytics, sobre a adoção de voz sobre Wi-Fi, a principal barreira detectada é a preocupação no sentido de que a confiabilidade não será equivalente à de um tradicional sistema de telefonia conectada. A TI percebe que os usuários conseguem aceitar algum período de desativação de rede e a indisponibilidade de e-mails como uma condição normal, mas basta que os telefones fiquem fora de operação e haverá verdadeiro pânico nos refeitórios das empresas.
Além disso, algumas das prioridades da lista de preocupações são a segurança, os elevados custos dos sistemas e uma indefinida condição de ROI (retorno de investimento), que é improvável que se defina até que os sistemas herdados de TDM PBX cumpram seu ciclo de vida.
Contudo, não é que uma situação totalmente estabelecida seria melhor. Os sistemas de voz sobre IP (VoIP) funcionam bem em redes conectadas, nas quais a qualidade de serviço pode ser fornecida com relativa facilidade, mas eles também deixam os usuários restritos a suas mesas de trabalho. As operadoras de telefonia celular realizam um trabalho muito melhor no sentido de possibilitar a mobilidade, mas os custos são altos, a capacidade de dados é limitada, e a disponibilidade de serviços dentro dos edifícios, freqüentemente, é problemática.
Vantagens da tecnologia Vo-Fi
Um telefone inteligente com capacidade multimodal, que pode comutar facilmente entre uma WLAN e uma rede celular, quando a tecnologia não estiver disponível, é uma grande melhoria, especialmente quando se acrescenta serviços de mobilidade, como a certificação de localização, acesso com um único número, detecção de presença e um dispositivo unificado de correio de voz.
Na verdade, a convergência entre comunicações fixas e móveis, possibilitada pela tecnologia de Vo-Fi, está tão próxima de uma tecnologia de sucesso garantido, que os usuários descobrirão isso. Os usuários obtêm o melhor de ambas as áreas, um fato refletido nos principais benefícios detectados pelos leitores: maior mobilidade, capacidade de operar a partir de locais remotos, enquanto mantém um único número de telefone, e uma redução nos custos das telecomunicações.
Na atual situação de crise econômica, os grupos de TI que tentam fornecer iniciativas de Vo-Fi farão bem em focalizar nas economias referentes às taxas de celulares - quando os funcionários têm uma linha telefônica conectada, no escritório, e também um telefone celular, não é incomum que colegas de trabalho utilizem rotineiramente o telefone celular. É da natureza humana não querer perder tempo tentando utilizar uma linha fixa, quando o mais provável é que a pessoa com quem se tenta falar não está sentada na sua mesa no escritório.
Embora o estudo não se dedique exclusivamente à convergência entre telefonia fixa e móvel, perguntamos aos respondentes quais eram suas opiniões sobre o valor da produtividade para eles, pessoalmente, em um sistema de telefonia com modo duplo, que permita que eles utilizem um único número de telefone para todas as comunicações corporativas, independentemente da localização física. Um montante de 85% indicou que um sistema como esse seria muito ou relativamente valioso.
Esta é a última parte de uma série de quatro matérias que mostrou as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.
por David Molta e Lorna Garey / InformationWeek EUA
28/08/2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Ambiente virtual tem de ser tratado como físico
Se você está passando pela transição de servidores físicos para máquinas virtuais sem ter uma estratégia de migração codificada ou um plano de gerenciamento estabelecido, pare imediatamente e volte lentamente para o estágio de data centers. Considere os seguintes aspectos: como você fará a auditoria em relação à adequação, se você não souber onde residem todas as suas máquinas virtuais (MVs) de produção ou nem mesmo quantas MVs você tem? Você pode garantir que as políticas de segurança para os dados sigilosos estão definidas? E quanto ao monitoramento do desempenho de aplicativos? Se um aplicativo importante que estiver sendo executado em uma MV apresentar falha de desempenho, provavelmente você não terá condições de identificar essa falha ou, muito menos, de diagnosticá-la.
Aqueles que estiverem experimentando uma leve sensação de dificuldade poderão precisar de uma intervenção antes de começarem a utilizar o Hyper-V da Microsoft, que para as companhias que utilizam o Windows Server 2008, custa muito menos do que outros hipervisores. Na mais recente pesquisa InformationWeek Analytics Virtualization Management, ficou claro que, mesmo antes de o Hyper-V ter sido oficialmente lançado, a Microsoft fez a Citrix "comer poeira", em termos de quais plataformas de virtualização de servidores os leitores planejavam colocar em produção até 2010. Um total de 38% mencionou o Virtual Server 2005 e/ou o Hyper-V, em comparação com apenas 10% que mencionaram o Xen. Ao todo, 65% esperam permanecer com o VMware Server/ESX.
Quando perguntamos sobre como as migrações em andamento de servidores virtualizados entre hosts físicos estão sendo gerenciadas, menos de um quarto dos respondentes afirmaram que empregam ferramentas especializadas de mobilidade para máquinas virtuais, seja na forma de pacotes, juntamente com suas plataformas de MV, ou a partir de um fornecedor terceirizado. Um total de 21% controla as migrações manualmente. Mas 56% disseram não dispor de nenhum mecanismo para realizar a migração das MVs de uma forma ordenada.
Admitir a necessidade de implantar uma política adequada representa metade da batalha. Em nosso relatório, foi identificado que os fabricantes estão oferecendo gerenciamento de virtualização, mas a realidade é que existem muitas coisas que a TI pode realizar para administrar o crescimento descontrolado, sem precisar investir em uma ferramenta específica para o gerenciamento de MVs.
Premissas
O lema vigente é: um servidor virtual continuará sendo um servidor, com todas as questões relativas a políticas, segurança e gerenciamento que uma máquina física tem. Crie uma declaração de missão que estabeleça objetivos organizacionais para a virtualização. O mais importante é que a economia de energia ou uma alocação de recursos de TI seja altamente flexível? Em seguida, faça o inventário de seus ambientes (físico e virtualizado), incluindo o mapeamento dos hosts de virtualização, as instâncias de MVs e os servidores físicos destinados à conversão.
Compare as políticas de adequação e segurança de dados com as exigências organizacionais e de gerenciamento, tais como períodos de pico de demanda e os métodos existentes para correção, operações em rede e sistemas de gerenciamento, que devem abranger os hosts de virtualização. Estabeleça controles estritos para a criação de MVs; se uma unidade de TI ou de linha de negócios não puder acrescentar um servidor físico à rede, também não terá condições de evitar os pontos de verificação formais de gerenciamento de mudanças para ampliar novas MVs. E assim que uma MV estiver estabelecida incorpore-a em seu programa vigente de gerenciamento de ciclo de vida.
Esta é a segunda parte de uma série de quatro matérias que vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.
por Joe Hernick e Lorna Garey / InformationWeek EUA
26/08/2008
Você quer SOA? Então, coopere e aprenda o que fazer para adotar
A arquitetura orientada a serviços (SOA, na sigla em inglês) se refere a dividir a funcionalidade corporativa em serviços compartilhados e reutilizáveis e, então, agrupar esses serviços em processos corporativos automatizados. Como a SOA é uma tecnologia instável, que pode afetar não somente o departamento de TI de sua companhia, mas também os setores de operações, contabilidade e uma infinidade de outros departamentos, partir para SOA exigirá um novo nível de colaboração entre os departamentos.
Mais do que tudo, no entanto, uma bem-sucedida iniciativa de SOA requer um sólido programa de gerenciamento de TI. As companhias que tiverem problemas em controlar o ciclo de vida do desenvolvimento de software em seus departamentos de TI ou que tiverem realizado um trabalho insatisfatório no sentido de lidar com o retorno de investimento (ROI) dos projetos de TI, realizar o alinhamento corporativo e o gerenciamento de portfólio não descobrirão que a SOA resolve tudo. Na verdade, elas poderão apenas se aprofundar mais nos problemas.
Como adotar SOA
Não ajuda o fato de que o mercado intermediário de SOA esteja passando por uma rápida consolidação, à medida que as companhias iniciantes procuram se expandir além de seus nichos e que as organizações maiores oferecem suítes que afirmam cobrir todas as necessidades de integração de serviços de uma companhia.
No relatório InformationWeek Analytics Report, examinamos a situação atual de quatro principais categorias de produtos intermediários de SOA - o barramento de serviços corporativos, o gerenciamento do tempo destinado a projetos, o gerenciamento de tempo de execução e as gateways de segurança de XML - e examinamos como elas se sobrepõem e como os fabricantes, dentro de cada categoria, planejam conseguir "dominar o mundo".
Mas nenhum produto irá eliminar seus problemas, a menos que a TI, primeiramente, compreenda que a SOA é um conceito de projeto, mesmo que freqüentemente seja confundido com tecnologias e práticas específicas, como a integração de middleware e aplicativos.
A SOA depende do middleware para habilitar as comunicações entre os serviços distribuídos; isso vai além da prática de integração de aplicativos, que, geralmente, envolve a comunicação entre aplicativos herdados, em vez de uma fundamental redefinição de projeto. O problema é que isso normalmente resulta em dados duplicados sendo lidos e gravados em diversos silos, o que pode causar problemas de qualidade.
Em face da concorrência por parte das companhias iniciantes e também das grandes companhias do setor da internet, como Amazon.com e Google, as companhias estão lentamente percebendo o valor de oferecer serviços com base em SOA, que os clientes podem mesclar (em inglês, mashup) com outros aplicativos criativos orientados à web.
Além de atrair novos clientes com capacidades inovadoras, é igualmente importante para as companhias fornecer serviços estáveis e confiáveis, que sejam capazes de proporcionar a alta qualidade de serviços que os usuários exigem atualmente. Sem o gerenciamento de TI, o mundo orientado à web, com sofisticados aplicativos para a internet e mashups compostos, pode facilmente se tornar instável e não confiável. Para melhorar suas chances de obter sucesso, estabeleça disciplina por meio de um sólido programa de gerenciamento de TI, no qual as questões de qualidade de serviço, de segurança e de gerenciamento sejam de igual importância.
Esta é a terceira parte de uma série de quatro matérias que vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.
por Roger Smith / InformationWeek EUA
27/08/2008