Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Mobilidade

Atualmente no mundo, existem aproximadamente 3,0 bilhões de usuários móveis, e esse número deve crescer nos próximos anos. Hoje em dia os telefones móveis são mais predominantes no desejo das pessoas. Hoje, os adolescentes estão usando os telefones móveis para substituir, por exemplo, o relógio, a agenda de contatos e de compromissos, a câmera fotográfica ou filmadora, o MP3 player e até mesmo equipados com tecnologias Wi-Fi, Voip e GPS. Podemos dizer que o telefone móvel será o produto ao consumidor mais prolífico já inventado.

Você já deve imaginar o poder que esses dispositivos têm?

O telefone móvel que você utiliza, possui um sensor que aponta a carga da bateria utilizada, um medidor de luz que determina a intensidade da luz de fundo da tela e nos modelos mais avançados, um sensor de localização, acelerômetro que detecta o vetor e a velocidade de movimento, e até mesmo uma bússola.

Quais seriam as perguntas mais clássicas sobre o assunto

  • O que podemos fazer com tanta tecnologia existente em um só aparelho?
  • As informações contidas no aparelho estão seguras?
  • Qual seria a forma ideal de utilizar os serviços disponíveis no telefone?

Pensando na quantidade de usuários no mundo (4,0 bilhões até 2010), podemos imaginar as ofertas de serviços que podemos oferecer diante de tanta tecnologia em um só equipamento.

Projete essas tendências por mais 10 anos. 24 horas por dia, você estará carregando um dispositivo bem potente, com ótimos sensores. E o ponto interessante é que todas as outras pessoas também estarão dispondo da mesma tecnologia. Assim o que você vai fazer com ele no futuro que já não está fazendo agora?

Como seria bom um serviço de alertas inteligentes: Seu telefone será inteligente e vai alertá-lo quando algo precisar de sua atenção. No futuro essas aplicações vão ficar mais inteligentes ainda, antecipando suas preferências de forma personalizada, fornecendo somente as informações que você desejar.

Seu telefone sabe que você está indo para o centro da cidade para jantar e o alerta sobre as condições do trânsito ou os melhores lugares para estacionar e até mesmo indicar lugares de sua preferência, que estariam próximas a você para o seu jantar.

Tribos conectadas tornam-se a tendência atual: Imagine um espaço onde você disponibiliza seus comentários, fotos, vídeos, textos. Quando todos estão fazendo o mesmo, você tem uma realidade onde as pessoas de todos os cantos do planeta estão vendo suas experiências em tempo real. Essa quantidade maciça de conteúdo é arquivada, selecionada e reenviada para outras pessoas em novas e interessantes formas. Pergunte à web sobre os locais mais interessantes em sua vizinhança e seu telefone mostra críticas e imagens que as pessoas adicionaram sobre atrações próximas. Você gostou do que viu? Seu telefone envia as instruções de como chegar lá com os alertas inteligentes.

Sensores no mundo: Seu telefone sabe tudo ao seu redor. Se você pegar essa inteligência e combiná-la na nuvem com a inteligência de todos os outros telefones, teremos uma imagem incrível do que está acontecendo no mundo naquele momento. Atualizações das condições meteorológicas podem ser baseadas não em centenas de sensores, mas centenas de bilhões deles. Relatórios sobre o trânsito podem se basear nesses sensores, criando serviços de geo referenciamento e situação de transito.

O dispositivo no futuro: Seu telefone vai se abrir, como a Internet já o fez, assim será fácil para os desenvolvedores criarem ou aprimorarem aplicações e conteúdo. Aqueles que você quiser serão automaticamente instalados em seu telefone. Digamos que um desenvolvedor faça uma melhoria no software. A atualização será automaticamente instalada em seu telefone, sem que você precise levantar um dedo. Seu telefone na verdade fica melhor com o decorrer do tempo.

As informaçoes mais seguras: Seu telefone vai oferecer ferramentas e informações que vão ajudá-lo a decidir o que você vai ver e o que você irá compartilhar. A confiança é a moeda mais importante no mundo sempre conectado, e seu telefone vai ajudá-lo a ficar no controle de suas informações. Você pode decidir não compartilhar nada, ou somente compartilhar certas coisas com certas pessoas. Você tomará essas decisões com base nas informações que recebe de provedores de serviços e software, além das classificações coletivas da comunidade.

Eu acredito que o fator que será mais discutido nos próximos anos, será o fato de que suas informações estarão seguras e que você não irá sofrer com a quebra de privacidade.

Fiquem de olho nos serviços que poderão ser oferecidos com o crescimento da telefonia móvel.

Por: Juliano Tannous
Data: 09 de outubro de 2008

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Google Chrome: o navegador das nuvens

Lançamento do Google cria uma nova plataforma para aplicações de cloud computing, com mais velocidade e melhor experiência

Muito mais do que um navegador novo e cheio de recursos para competir com o Internet Explorer - apesar dos porta-vozes do Google jurarem que não há "perspectiva de competição" e acreditarem que "existe espaço para quem quer trazer inovação na internet", que a empresa quer apenas "servir bem para servir sempre" - o Chrome parece ser o navegador que mostrará do que se trata a tal da computação em nuvens.

Ao desenvolver um navegador desde o seu princípio, o Google quis melhor o acesso ao que a internet disponibiliza hoje, e ao que ela tem a oferecer para o futuro.

Com o engine de JavaScript V8 desenvolvido pelo Google, a renderização de conteúdos pode ser feita de uma forma bem mais rápida - apesar de, no momento, ainda existirem algumas incompatibilidades com alguns sites. Baseado em código aberto, o mecanismo pode ser incorporado tanto em outros navegadores, tanto como em outras aplicações, fazendo com que o acesso a conteúdos criados em Java e AJAX, por exemplo, tenham melhor desempenho e permitam uma melhor experiência para os usuários.

E quem tem mais interesse nisto do que o próprio Google com sua estratégia de cloud computing?

O que chama bastante atenção é o recurso de criar atalhos no desktop para sites. Coisa antiga, tudo bem. Mas antes, o atalho não abria em uma janela separada, como um processo independente, oferecendo uma experiência muito próxima à de rodar uma aplicação como se ela estivesse instalada localmente. Agora, o Google Docs, o Gmail, além de outros produtos do Google e dos adeptos do modelo de software como serviço (SaaS), vão parecer aplicações instaladas no computador - desde que a conexão à internet ajude, é claro.

Por rodar processos paralelos, o Chrome consome mais memória no Gerenciador de Tarefas do Windows. No entanto, por ter essa característica suas janelas estão menos suscetíveis às panes gerais experimentadas com o IE e o Firefox. Mais um ponto para a usabilidade.

O Google garante que seu apoio à Mozilla Foundation será mantido da forma como está hoje, e que a relação entre os dois não será alterada. Até por quê, não poderia ser diferente. O Chrome usou muita coisa desenvolvida para o Firefox, e também tem muito a oferecer ao navegador, ampliando assim, a base de competição com o Internet Explorer. Agora é esperar a resposta da Microsoft, que recentemente disponibilizou o segundo beta do IE 8. Será que ela vai incorporar conceitos do Chrome?

por Gustavo Brigatto
02/09/2008

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Uma nova perspectiva sobre os navegadores

Costumamos dizer no Google: “lance rápido e inove.” Apesar de essa estratégia ser voltada ao nosso desenvolvimento de produtos, aparentemente também se aplica ao nosso serviço de correio! Como vocês já devem ter acompanhado pela movimentação da blogosfera, apertamos “enviar” um pouco cedo demais com a versão HQ que introduzia nosso novo navegador (browser) de código aberto, Google Chrome. O lançamento da versão beta do Google Chrome oficialmente é nessa terça-feira, dia 02, em mais de 100 países.

E, então, por que estamos lançando o Google Chrome? Porque acreditamos que podemos contribuir para melhorar a experiência dos usuários de Internet e, ao mesmo tempo, ajudar a fomentar a inovação na web.

No Google, passamos boa parte do nosso tempo usando navegadores. Os usamos para fazer buscas, conversar online, criar e editar documentos, planilhas e apresentações, enviar e-mails e muito mais. Naturalmente, como muitos, quando temos algum tempo livre também fazemos compras online, transações bancárias, lemos notícias e mantemos contato com os amigos – tudo, a partir de um navegador. Assim, como muitos usuários de Internet, passamos cada vez mais tempo online e fazemos coisas que nunca imaginávamos fazer com os primeiros navegadores que surgiram há mais de 15 anos.

E, como passamos muito tempo online, começamos a pensar seriamente como seria um navegador se pudéssemos começar do zero e se aproveitássemos os melhores componentes e recursos dos navegadores que temos hoje. Considerando que a web evoluiu muito (das páginas bem simples, praticamente de texto, chegando às aplicações interativas que temos hoje) temos que repensar por completo o papel dos navegadores. De modo que, o que realmente precisávamos, não era um navegador, e sim uma plataforma para rodar aplicações e páginas web. Foi justamente isso que nos propusemos a construir.

Por isso estamos lançando a versão beta de um novo navegador de código aberto: Google Chrome.

Na superfície, nos esmeramos em desenhar uma janela simples e limpa. Para a maioria das pessoas, o navegador não é o que importa, é simplesmente uma ferramenta para alcançar o que realmente importa: as páginas, sites e aplicações que formam a web. Do mesmo que a clássica página do Google, o Google Chrome é limpo e rápido. E não se coloca entre você e o que realmente quer fazer na Internet.

Em seu interior, abaixo da superfície, construímos os fundamentos de um navegador que pode atender às exigentes e complexas aplicações de hoje. Mantendo cada guia (tab) em seu próprio ambiente, isolado, evitando que um erro em uma guia cause problemas para as demais. Também melhora a capacidade do navegador de proteger os usuários e suas máquinas de sites que abrigam software maliciosos. A velocidade e o tempo de resposta foram melhorias importantes, construímos o V8, um motor de JavaScript mais poderoso para impulsionar a próxima geração de aplicações web, que não são possíveis nos navegadores de hoje.

Este é só o começo e sabemos que o Google Chrome ainda tem um bom caminho a percorrer. Lançamos esse beta para Windows para gerar um diálogo construtivo e ouvir o que você pensa. Também estamos trabalhando intensamente em uma versão para Mac e outra para Linux e continuaremos fazendo o Google Chrome um navegador mais rápido e mais robusto.

Devemos muito a vários projetos também de código aberto e que contam com nosso compromisso de seguir seu caminho. Usamos componentes do WebKit da Apple e do Firefox da Fundação Mozilla, entre outros, e é com esse mesmo espírito que nosso código também permanecerá aberto. Esperamos colaborar com a comunidade e, assim, impulsionar o futuro da web.

A cada dia a web se torna melhor, com mais opções e inovações. O Google Chrome é outra alternativa e esperamos que contribua para o desenvolvimento da Internet.

Visite-nos nesta terça-feira e experimente o Google Chrome. Faremos outro blogpost aqui assim que o Chrome estiver pronto para ser baixado dos nossos servidores.

Por: Sundar Pichai Vice-presidente de Gerenciamento de Produtos e Linus Upson, Diretor de Engenharia
9/01/2008 09:22:00 PM

Google lança navegador de código aberto

Com rumores ventilados desde 2006, navegador chega definitivamente para competir com o Internet Explorer

Inicialmente chamado de Google Browser, o navegador de internet do Google foi confirmado nesta segunda-feira (01/09) sob a alcunha Google Chrome.

No blog oficial da empresa, o post de Sundar Pichai, vice-presidente de gerenciamento de produto, e Linus Upson, diretor de engenharia, confirmam um rumor ventilado no Wall Street Journal nesta segunda-feira (01/09), mas que já existia desde 2006. "Porque estamos lançando o Chrome? Por que acreditamos que podemos adicionar valor aos usuários, e, ao mesmo tempo, ajudar a estimular a inovação na web", escrevem.

O anúncio do aplicativo será feito simultaneamente em cem países, inclusive no Brasil, onde uma coletiva de imprensa foi antecipada de quarta-feira (03/09), para esta terça (02/09). A assessoria de imprensa do Google Brasil não quis comentar o assunto, mantendo mistério sobre o anúncio a ser feito durante a coletiva.

"Percebemos que a web tinha evoluído de páginas simples de texto para aplicações ricas e interativas, e que precisávamos repensar completamente o navegador. O que necessitávamos realmente não era só um navegador, mas também uma moderna plataforma para páginas web e aplicações, e foi isso que nos dispusemos a fazer", Pichai e Upson. Segundo eles, o desenvolvimento do Chrome foi feito a partir do zero. Em princípio, o navegador será lançado em versão beta para o Windows para "começar uma discussão mais ampla" e escutar dos usuários "o mais rápido possível". Versões para o Mac e para o Linux também estão sendo desenvolvidas. O aplicativo foi desenvolvido usando componentes do Apple WebKit e do Mozilla Firefox, além de outros projetos de código aberto, e estará equipado com o Google Gears, e o JavaScript Virtual Machine V8.

No blog Google Blogoscoped, mais detalhes sobre o funcionamento do Chrome são dados. Entre eles estão abas especiais, que ao invés de ficar dentro da janela, embaixo da barra de endereço, ficam fora, como em um ficheiro. Com relação à segurança, o navegador permitirá janelas em modo "incognito" e "nada que ocorra nesta janela será gravado neste computador" - recursos batizados de InPrivate no Internet Explorer 8.

por IT Web
01/09/2008

Domingo, 31 de Agosto de 2008

VoIP sob medida

O Equilíbrio na especificação de um projeto de voz sobre IP é um fator decisivo de sucesso

Um dos mais novos paradigmas da área de tecnologia da informação é a disseminação do uso da Voz sobre IP (voip) nas empresas. A tecnologia em si não é nova. Surgiu em 1995. Mas apenas nos últimos anos, principalmente no Brasil, é que diversos elementos - como qualidade da banda ofertada pelas operadoras, hardwares e softwares - atingiram maturidade suficiente para que o VoIP começasse a ser utilizado em operações de missão crítica.

Por ser novo, muitos gestores de TI ainda têm medo de apostar na tecnologia e preferem investir em soluções de telefonia convencionais, mesmo sabendo que elas, em breve, estarão obsoletas. Esse pânico é injustificado e deve ser superado.

O fato é que, hoje, há no mercado possibilidades praticamente ilimitadas para os profissinais de TI que desejarem implementar soluções de voz sobre IP em suas empresas. E milhares de vendedores prometendo verdadeiros milagres.

Antes de adquirir qualquer produto aparentemente "maravilhoso", faz-se necessário buscar o equilíbrio entre as necessidades das demandas do negócio e as inúmeras funcionalidades ofertadas. Ter claro o que é necessário para o negócio é crucial para o desenvolvimento de uma solução aderente e eficaz.

A grande disponibilidade de funcionalidades somada à tentação de implementar mais recursos do que o necessário pode inchar demasiadamente o projeto, encarecendo-o, aumentando sua complexidade e expondo-o a riscos sem alcançar os respectivos benefícios.Outro ponto importante que deve ser observado na adoção de VoIP são quais restrições as licenças de uso dos equipamentos e dos softwares irão impor. Para fugir de propriedade intelectual restritiva e garantir a tão aclamada flexibilidade deve-se buscar tecnologias baseadas em software livre. Como não exigem o pagamento de licenças, há uma enorme redução de custos.

Cabe ressaltar que a razão principal para o uso de softwares livres é a qualidade dos produtos. Desenvolvidos colaborativamente por profissionais e empresas usuárias em todo o mundo, esse tipo de software tem um nível de atualização e inovação mais rápido do que alternativas mantidas por corporações.

No mundo do VoIP, a grande estrela é o software livre Asterisk, uma solução completa para serviços de telecomunicações. Reúne os principais protocolos de comunicação utilizados em todo o planeta e substitui caras peças de hardwares.

Todas essas considerações foram colocadas em prática no Voz Ativa, uma central de atendimento telefônico da Cobra Tecnologia para a assistência técnica dos terminais e caixas eletrônicos do Banco do Brasil, espalhados por 3,5 mil cidades em todo o País.

Tudo começou dentro da própria Cobra, com uma requisição da diretoria de infra-estrutura (responsável pelos terminais bancários) à gerência de software. A demanda veio com uma especificação muito semelhante às soluções baseadas em arquitetura de hardwares e softwares proprietários, já que o universo de soluções conhecidas estava prioritariamente nesse mercado.

Com estudos técnicos envolvendo as áreas de contact center, redes e comunicação, software livre e manutenção, reavaliou-se o pedido inicial e houve foco nos resultados tangíveis para o negócio.

Hoje, cerca de um ano após sua implantação, o Voz Ativa recebe uma média de 1,3 mil ligações diárias e permite que um atendente solucione algumas reclamações mais comuns por telefone, sem ter que acionar um técnico de campo, que iria até a agência corrigir o defeito de um terminal de auto-atendimento, muitas vezes sem necessidade.

Com isso, o índice de disponibilidade dos equipamentos cresceu de 96% para 97,1%. Pode parecer pouco, mas em um mês são aproximadamente 500 deslocamentos técnicos a menos, a maioria intermunicipais.

O objetivo principal do Voz Ativa não é a manutenção pelo telefone, mas levantar informações técnicas relevantes que permitam ao profissional já ir preparado para o que vai encontrar. A redução de chamados improcedentes e a possibilidade de conclusão do serviço na primeira chamada também aumentaram.

O custo estimado inicialmente para a implantação da Central para Assistência Técnica era de R$ 1,15 milhão, considerando-se a estrutura convencional utilizada para centrais de atendimento.O uso de Asterisk, somado a outras ações na implantação do projeto, como o uso de microcomputadores de fabricação da própria Cobra, reduziu o investimento inicial do projeto. Caiu para quase um terço o valor previsto inicialmente: R$ 350 mil. Há ainda um custo fixo mensal aproximado de R$ 128 mil, que são as despesas com recursos humanos e despesas operacionais. Com a redução de visitas técnicas e a melhoria da satisfação dos clientes o retorno do investimento já ocorreu.

For IT by IT de InformationWeek Brasil.
por João Cassino e Luiz Fuzaro
29/08/2008

Os erros de SOA

Os benefícios propostos são inúmeros. Mas alguns erros podem comprometer todo o projeto de uma corporação. Que tal descobrir como evitá-los?

Muitos permanecem céticos a respeito dos benefícios propostos pela nova coqueluche do mercado, a SOA (Software Oriented Architecture ou Arquitetura Orientada a Serviço). Explicar essa desconfiança não é tarefa difícil. Afinal, com uma observação mais apurada, é possível identificar erros comuns em diversas iniciativas de implementação. Para se alcançar as vantagens esperadas é preciso superar obstáculos, alguns técnicos e outros políticos. Implementar SOA representa cumprir etapas pragmáticas, com objetivos de longo prazo e com uma otimização que pode ser alcançada rapidamente. Vamos conhecer alguns erros mais comuns de SOA e, principalmente, como evitá-los.

O primeiro erro a ser destacado é a "exuberância irracional de SOA”. Os componentes pré-SOA foram projetados para aperfeiçoar as operações de engenharia de software. Por isso, o projeto deve ser uma etapa independente e dedicada. Planeje os serviços em funções do negócio e não como os módulos de software técnicos.

Atrelado a isso, pode-se identificar outro erro: “a não preocupação com os dados”. Os serviços de SOA são recursos de longo prazo. Quando estes serviços não têm um planejamento sistemático, podem até trabalhar bem para projetos curtos. Mas serão ineficientes para o objetivo final. Quando se esquece os dados no decorrer do processo, facilmente pode-se conduzir o trabalho para um mau desempenho, o que interfere na integridade da aplicação.

Outro “pecado” é delegar SOA para os "técnicos". Uma das grandes promessas do SOA é estreitar a distância entre a TI e o negócio da empresa. Por isso, reconheça que o projeto de SOA é um desafio compartilhado para o negócio da empresa e não o deixe apenas com a área de TI.

Seguindo nesta linha, é muito comum derrapar na falha conhecida como “começar grande”. SOA é uma iniciativa de longo prazo e bastante complexa. Por isso, é preciso investir no desenvolvimento das melhores práticas e promover a cultura dentro da organização antes de iniciar o projeto. Deve-se adotar um crescimento gradual com a subdivisão do projeto em componentes menores. O esforço deve ser aplicado inicialmente em um espaço relativamente pequeno e expandido com o tempo. Crie expectativas de longo prazo, mas execute o projeto incrementando e aprendendo durante o processo. Assim é possível controlar os riscos de transição.

Uma falha comum é “começar no lugar errado”. Para escapar desta ameaça, é preciso perguntar: onde se dá o início do ciclo de negócio? É exatamente onde deve ser iniciado o projeto crítico em SOA. Por fim, deve-se destacar o fator “Todos pensam como você”. Como foi apontado anteriormente, este é um esforço em longo prazo. Cada nível da implantação tem um papel distinto. Provavelmente, cada um dos envolvidos também possui uma compreensão diferente. Considere estas diferenças e exercite a comunicação empresarial em todos os níveis da empresa.

Como último ponto, não devemos “adotar SOA antes de estarmos pronto”. É fundamental apostar em um projeto de escala reduzida, que não exija altos investimentos ou habilidades sofisticadas. Em seguida, a corporação que adotou SOA recentemente deve se concentrar em esforços para introduzir outras iniciativas de pequeno porte dentro da organização.

Por Miguel Ornelas,
29/08/2008 às 10:27

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Monte uma arquitetura de sucesso

Em uma série de quatro matérias, IT Web mostra como eliminar as dúvidas e perceber que sua infra-estrutura é um agente para o êxito

Não deixe que o hype da terceirização faça você se distrair. Para a maioria das organizações, a infra-estrutura de TI ainda é um fator de diferenciação. Os arquitetos de redes e de sistemas, que tomam suas decisões com base em informações, não somente vão continuar a ser relevantes, como também contribuirão para os resultados.

Mas qual é a chave para o sucesso? Defina um uso inteligente das novas tecnologias, como a arquitetura orientada a serviços (SOA, na sigla em inglês) e a virtualização, ao mesmo tempo em que mantém em vista os novos aprimoradores de eficiência, como a tecnologia de voz sobre Wi-Fi.

Na área da virtualização de servidores, o segredo não está em aumentar o número das máquinas virtuais (MVs), mas, sim, em assegurar que a expansão mal projetada das MVs não coloque em risco dados sigilosos. Da mesma maneira, SOA é uma força "perturbadora", que exige controle.

Em ambos os casos, é muito fácil se deixar levar por uma tecnologia atrativa, esquecendo-se da disciplina básica. Por outro lado, as iniciativas referentes à tecnologia de Vo-Fi estão enfraquecendo. Podemos por a culpa dessa situação em uma condição econômica difícil ou em WLANs com pouca capacidade, mas alguns de seus concorrentes estão dando aos seus funcionários a capacidade de acesso com um único número, ao mesmo tempo em que economizam em gastos com celulares. Com o padrão 11n despontando no horizonte, este é o momento apropriado para reavaliar.

Desta segunda (25/08) a quinta-feira (28/08), acompanhe no IT Web uma série de quatro matérias que vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira as demais matérias:

por InformationWeek EUA
25/08/2008